O Laboratório inicia, em 2025, um projeto com apoio do CNPq e do Ministério da Saúde

O Laboratório de Imunogenética (Imunogen), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), está liderando um projeto que busca melhorar o acompanhamento médico de pacientes com Doença Renal Crônica no Brasil. 

A iniciativa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoiada pelo Ministério da Saúde, busca desenvolver um algoritmo capaz de prever desfechos clínicos após o transplante de rim, com o objetivo de dar suporte à decisão médica e personalizar estratégias de tratamento.

A proposta foi uma das selecionadas pela Chamada nº 33/2024 – Genômica e Saúde Pública de Precisão, que apoia pesquisas voltadas ao uso de tecnologias na saúde. Em junho de 2025, o projeto do Imunogen foi destaque na Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Sistema Único de Saúde (SUS), em Brasília, onde foi apresentado pela professora da UEM e diretora do Laboratório, Jeane Visentainer.

“O Imunogen tem buscado responder ativamente às novas demandas da ciência e da saúde pública por meio da incorporação de tecnologias como a genômica e a bioinformática aplicada à medicina de precisão”, destacou Jeane.

A Doença Renal Crônica (DRC) atinge entre 11% e 15% da população mundial, e no Brasil mais de 153 mil pessoas dependem de hemodiálise para sobreviver. O transplante é a alternativa mais eficaz nos casos graves, mas ainda esbarra em um problema recorrente, a rejeição do órgão. 

Além da frente científica de desenvolvimento do programa computacional, o projeto também investe em ações de comunicação, como a produção de vídeos, textos explicativos e podcasts voltados ao público geral. Atividades educativas em escolas públicas e hospitais também estão previstas.

A expectativa é que a ferramenta digital possa, futuramente, ser incorporada como um suporte ao atendimento no SUS, contribuindo para decisões mais rápidas, precisas e personalizadas, com foco no bem-estar dos pacientes e na eficiência dos recursos públicos.

Texto por Luiza da Costa