O Laboratório de Imunogenética (Imunogen) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) marcou presença no XIX Congresso Brasileiro de Transplantes, que ocorreu entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, em Fortaleza, no Ceará.
Com o tema “Desafios e Novas Fronteiras”, o congresso promovido pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) reuniu médicos, especialistas e pesquisadores de todo o país para debater avanços, inovações e dilemas contemporâneos no campo dos transplantes. A programação contou com debates científicos, cursos e apresentações de trabalhos, fortalecendo o diálogo entre a pesquisa básica, clínica e translacional.
A equipe do laboratório teve três trabalhos científicos aceitos para apresentação no evento, o que reforça o protagonismo do Imunogen na pesquisa e inovação em imunogenética aplicada aos transplantes. São eles: “Contribuição do Imunogen-UEM para a diversidade genética global: Identificação de alelos HLA novos e confirmatórios na era NGS”, de Isabella Molinari, Kayo Perroni, Anthony de Oliveira, Fernanda Massi, Rafael Cita, Mariana Terron, Bruna Hirata, Larissa Bahls, Quirino Neto e Jeane Visentainer, “Desenvolvimento de tecnologia NGS para análise das principais mutações de interesse clínico de JAK2 e DNMT3A associadas às neoplasias mieloproliferativas”, de Giovana Bemvides, Igor dos Santos, Leonardo da Silva, Lorena Maia da Silva, Sarah Silva, Quirino Neto e Jeane Visentainer e “Avaliação da acurácia da inferência de alelos HLA em alta resolução utilizando a ferramenta HaploStats”, de Isadora Altoé, Matheus Braga, Kayo Perroni, Jeane Visentainer e Larissa Bahls.

Além de estimular a produção científica, o evento também busca integrar residentes, ligas acadêmicas e estudantes de graduação, incentivando a formação de novas gerações de profissionais que garantam a continuidade do programa nacional de transplantes.
A diretora do Laboratório, Jeane Visentainer, destacou que, por ser uma área em constante evolução, é essencial conhecer novas práticas e tecnologias. Ela acrescenta que a equipe voltou inspirada e ainda mais motivada a contribuir para a qualidade de vida dos pacientes, especialmente aqueles que passaram por transplante.
Já a codiretora, Larissa Bahls, ressaltou que o evento foi muito esclarecedor, principalmente sobre como aprimorar a atuação do Imunogen de acordo com o novo regulamento técnico da Sociedade Nacional de Transplantes (SNT).

Inovação em transplantes –
Em 2025, o Imunogen deu início a um projeto que busca melhorar o acompanhamento médico de pacientes com Doença Renal Crônica no Brasil. A iniciativa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoiada pelo Ministério da Saúde, busca desenvolver um algoritmo capaz de prever desfechos clínicos após o transplante de rim, com o objetivo de dar suporte à decisão médica e personalizar estratégias de tratamento.
A proposta foi uma das selecionadas pela Chamada nº 33/2024 – Genômica e Saúde Pública de Precisão, que apoia pesquisas voltadas ao uso de tecnologias na saúde. “O Imunogen tem buscado responder ativamente às novas demandas da ciência e da saúde pública por meio da incorporação de tecnologias como a genômica e a bioinformática aplicada à medicina de precisão”, destacou a professora da UEM e diretora do Laboratório, Jeane Visentainer.
A expectativa é que a ferramenta digital possa, futuramente, ser incorporada como um suporte ao atendimento no SUS, contribuindo para decisões mais rápidas, precisas e personalizadas, com foco no bem-estar dos pacientes que precisam de um transplante renal e na eficiência dos recursos públicos.


